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Cuiabá registra 250 denúncias de violência contra idosos e número pode dobrar em comparação com o ano passado

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25 de Junho de 2026 às 20:32
2 min de leitura
Cuiabá registra 250 denúncias de violência contra idosos e número pode dobrar em comparação com o ano passado

Casos de agressão contra idosos quase triplicaram em MT em 10 anos Cuiabá registrou 250 denúncias de violência contra pessoas idosas entre janeiro e maio deste ano, segundo dados da Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI). A Polícia Civil alerta que, mantido o ritmo, o total pode quase dobrar em relação a 2025, quando foram contabilizados 380 casos durante todo o ano. Segundo o delegado titular da unidade, Marco Aurélio Veloso, o crescimento dos registros não significa apenas aumento da violência, mas também maior conscientização da população sobre como denunciar. “O que acontece é que, com o auxílio da imprensa, a população passou a ter ciência de como denunciar os fatos. Então hoje os números são apresentados e a gente pode constatar a realidade”, afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp De acordo com um levantamento realizado pela Polícia Civil, não há um perfil único das vítimas. Os casos envolvem idosos de diferentes classes sociais, níveis de escolaridade e condições econômicas, o que indica que a violência contra a pessoa idosa é um problema amplo e presente em diferentes contextos. Durante audiência na Câmara Municipal de Cuiabá, o delegado também chamou atenção para a falta de estrutura pública voltada ao envelhecimento da população. Segundo ele, a capital não possui Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública e depende de entidades filantrópicas. Como alternativa, ele defendeu a criação de “Centros Dia”, modelo em que o idoso passa o dia recebendo atendimento e retorna para casa à noite, mantendo o convívio familiar. O delegado também criticou a leveza das penas previstas no Estatuto da Pessoa Idosa, que variam de seis meses a três anos de prisão, podendo chegar a até 12 anos em casos mais graves. Ele citou um caso recente envolvendo o policial aposentado Luciano Testa, policial civil aposentado flagrado agredindo um casal, de 62 anos e 59 anos, respectivamente, dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta em Cuiabá, na semana passada. Segundo a Polícia Civil, o caso segue em investigação e o suspeito continua foragido. O delegado Marco Aurélio também criticou a leveza das penas previstas no Estatuto da Pessoa Idosa, que variam de seis meses a três anos de prisão, podendo chegar a até 12 anos; Reprodução
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