'Otan muçulmana': Irã propõe a Paquistão aliança militar com países islâmicos, diz imprensa iraniana
Após acordo de trégua, Irã e EUA travam guerra de versões sobre negociações de paz O presidente do Irã, Masoud Pezeskian, defendeu nesta terça-feira (24) a criação de uma aliança militar regional entre os países do Oriente Médio. A fala aconteceu durante uma entrevista coletiva em Islamabad, no Paquistão, junto do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O político afirmou que países muçulmanos deveriam cooperar para seu desenvolvimento econômico, fortalecimento de laços culturais e defesa de suas soberanias. Ele listou a Arábia Saudita, Catar, Egito e Turquia como possíveis integrantes do grupo, que seria equivalente a uma Otan muçulmana. O grupo seria liderado pelo Paquistão, por ser a única potência nuclear do mundo islâmico. 🔍 A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é uma coligação político-militar criada em 1949 por países da Europa e da América do Norte para garantir a segurança e a defesa mútua de seus membros. O grupo surgiu após a Segunda Guerra Mundial para se organizar contra a influência crescente da União Soviética, no contexto da Guerra Fria. Pezeskian disse que Teerã busca ampliar a cooperação com os países islâmicos para fortalecer o entendimento regional e construir mecanismos conjuntos para enfrentar ameaças externas. Segundo ele, a estabilidade da região só será alcançada por meio de iniciativas lideradas pelos próprios países locais. Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mostra assinatura em memorando de entendimento com os EUA, em 18 de junho de 2026 Gabinete Presidencial do irã via AP O presidente também elogiou o papel do governo paquistanês nas negociações de paz entre Irã e Estados Unidos nos últimos meses. Segundo ele, os esforços diplomáticos do país foram fundamentais para a redução das tensões na região, cujo memorando inicial foi assinado em Islamabad. Durante os encontros bilaterais, os negociadores dos países muçulmanos teriam firmado compromissos conjuntos para aprofundar a cooperação entre os dois países, disse o iraniano.
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