Marília Campos diz que candidatura própria do PT ao governo de MG é 'equívoco'
Marília Campos (PT) TV Globo Após o PT anunciar que terá uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), cotada para a disputa, disse nesta quinta-feira (25) que a decisão do partido é um "equívoco estratégico". Ela afirmou ainda que a pré-candidatura ao Senado é sua "única disponibilidade política" para as eleições de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Em nota divulgada à imprensa, Marília declarou que, embora seja legítimo do ponto de vista partidário, o lançamento de uma candidatura própria "pode fragilizar o campo democrático e popular no estado". "A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas. [...] O caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal", destacou. A nota diz ainda que a pré-candidatura ao Senado foi construída coletivamente, aprovada pelas instâncias partidárias desde janeiro e respaldada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Marília Campos deixou a Prefeitura de Contagem em março para se dedicar à pré-campanha. "Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários. Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado". Agora no g1 Nesta quarta-feira (24), a presidente do PT-MG, deputada Leninha, reuniu-se com o presidente Lula e outros membros do partido, no Palácio da Alvorada, para discutir o "cenário político mineiro". No encontro, eles decidiram sobre a candidatura própria ao governo do estado, e o nome de Marília voltou a ser levantado. "As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado", afirmou Leninha, em nota. O desejo inicial de Lula era que o ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSB), fosse o candidato dele em Minas Gerais. No entanto, o senador rejeitou a proposta e disse que deixará a vida política ao fim do mandato. Vídeos mais vistos no g1 Minas:
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