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'Foi aterrorizante', diz venezuelana em Manaus sobre terremoto que atingiu prédio onde familiares estavam em Caracas

G1
25 de Junho de 2026 às 14:02
6 min de leitura
'Foi aterrorizante', diz venezuelana em Manaus sobre terremoto que atingiu prédio onde familiares estavam em Caracas

Vídeos mostram destruição em prédio atingido por terremotos em Caracas A venezuelana Barbarelys Tablante, que mora em Manaus, passou horas sem conseguir contato com familiares após os terremotos registrados na Venezuela na quarta-feira (24). A família dela vive em São José de Cotiza, bairro localizado em Caracas, capital do país, uma das regiões afetadas pelos abalos sísmicos que também foram sentidos por moradores da capital amazonense. ➡️ Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o país e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Prédios e casas desabaram na capital Caracas e em outras cidades. Os tremores foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. Ao g1, a empreendedora Barbarelys compartilhou vídeos e imagens enviados pelos familiares que mostram os danos causados pelo terremoto no prédio onde eles moram. Os registros mostram rachaduras nas paredes, partes da estrutura desprendidas e entulhos espalhados pelo chão após o tremor. (veja vídeos acima). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo ela, todos os moradores do edifício precisaram ser evacuados por medida de segurança. A família relatou que a situação de instabilidade provocada pelos tremores durou cerca de 20 minutos. "Foi uma situação verdadeiramente aterrorizante e angustiante, um momento que ninguém esperava", relatou. Barbarelys contou que a prima conseguiu deixar o prédio logo após o início dos tremores e passou a procurar a mãe, que não foi encontrada imediatamente em meio ao desespero dos moradores. "Minha prima saiu e começou a procurar minha tia. Não conseguiram encontrá-la de imediato. Quando ela apareceu, estava em crise e em pânico, mas felizmente estava bem. Era apenas o choque", contou. Após a evacuação, os moradores aguardaram a chegada de equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para avaliar as condições de segurança do edifício. A venezuelana afirmou que só conseguiu falar com os familiares cerca de duas horas e meia após o terremoto. "Graças a Deus elas estão bem. Depois de duas horas e meia consegui falar com elas, mas a situação em outras áreas próximas da cidade era devastadora", disse. Natural do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, Barbarelys explicou que sua cidade natal, Ciudad Bolívar, não registrou impactos tão intensos quanto os observados na capital. MAGNITUDE: Forte terremoto atinge Venezuela e derruba prédios na capital; entenda escala de magnitude DESMORONOU: Hotel desaba no litoral da Venezuela após terremotos; veja ANTES e DEPOIS IMPACTO: Maior aeroporto da Venezuela fecha após parte do teto desabar; VÍDEO Já a venezuelana Luisa Maria Barreto Villafana, que vive em Manaus há sete anos, disse que os familiares dela não estavam em uma das áreas atingidas pelos terremotos. Mesmo assim, recebeu vídeos que mostram os estragos provocados pelos tremores em outras regiões da Venezuela. "Minha família mora na parte oriental, lá em Anzuato, que não pegou muito forte o terremoto. Graças a Deus, eles estão bem, toda minha família, meus parentes. Mas eles falaram que tem países lá que estão ajudando a conseguir a localizar pessoas que estão desaparecidas", explicou. A manicure Yudith Garcia, de 45 anos, disse ao g1 que procurou notícias de amigos que vivem em Caracas assim que soube dos terremotos que atingiram a Venezuela. "Era umas 18h20, quando a gente estava assistindo o jogo aqui em Manaus. E tem vídeos que aparecem também na Venezuela, que as famílias estavam assistindo o jogo, aí a gente começou a receber notícias. Os meus amigos moram na Carlota, perto do Aeroporto em Caracas. É uma família de 12 pessoas. Mas eles estão bem, graças a Deus, não aconteceu nada, só danos materiais, mas eles estão muito bem, graças a Deus", disse. Prédio destruído por terremotos em São José de Cotiza, bairro localizado em Caracas, capital da Venezuela Arquivo pessoal Tremor também foi sentido em Manaus Os terremotos registrados na Venezuela tiveram reflexos em Manaus e em outros municípios do Amazonas. Na noite de quarta-feira, moradores de diferentes zonas da capital relataram ter sentido prédios e apartamentos balançarem. Vídeos enviados ao g1 e à Rede Amazônica mostram lustres se movimentando e moradores deixando imóveis após perceberem os tremores. Em alguns condomínios, os próprios moradores decidiram sair dos apartamentos por precaução. Uma moradora registrou o momento em que diversos residentes permaneceram na área externa de um condomínio enquanto verificavam possíveis danos nos apartamentos. "Olha aí, a galera está toda aqui fora. Estamos checando agora os apartamentos e está todo mundo aqui fora", disse. Moradores deixam prédios após tremor de terra ser sentido em Manaus. Reprodução No Condomínio Singolare, localizado na Avenida Mário Ypiranga, na Zona Centro-Sul de Manaus, moradores também relataram o susto. Um residente informou ao g1 que percebeu o tremor por volta das 18h e que moradores de diferentes torres sentiram a movimentação. "Moro aqui no Singolare e percebemos que a torre estava tremendo. Minha esposa veio correndo perguntar o que estava acontecendo porque tudo estava balançando. Então descemos e avisamos os vizinhos", contou. Segundo a Defesa Civil do Amazonas, os tremores também foram sentidos nos municípios de Barcelos e Iranduba. O órgão informou que não houve registros de danos estruturais, desabamentos ou vítimas relacionadas ao fenômeno no estado. Lustre balança durante tremor de terra em Manaus Reprodução Terremotos deixam mortos e mobilizam resgates na Venezuela Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) deixaram ao menos 164 mortos e mobilizaram centenas de equipes de resgate no país. Até a manhã desta quinta-feira (25), mais de 500 equipes de emergência trabalhavam na busca por sobreviventes sob os escombros. Os dois abalos sísmicos ocorreram pouco depois das 19h (horário de Brasília) e tiveram menos de um minuto de intervalo entre eles. O epicentro do terremoto principal foi registrado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o número de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil, com base em estimativas preliminares sobre os impactos do desastre. O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. Diante da gravidade da situação, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência em todo o país. Em pronunciamento na televisão estatal, ela informou que equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para atender as áreas mais afetadas. A presidente também anunciou a suspensão das aulas e dos serviços não essenciais para concentrar esforços no socorro às vítimas. Além disso, as redes de gás e energia elétrica foram desligadas em algumas regiões como medida preventiva para evitar novos acidentes. Tremor atinge a Venezuela e é sentido no Norte do Brasil Kayan Albertin/g1
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