Ex-jogadores relembram 'treinos' de Neymar aos 5 anos com o pai em time de Várzea Grande (MT)
Registro de 1997 mostra Neymar Pai ao lado dos filhos Rafaela e Neymar Jr. durante período em que atuou pelo Operário Várzea-Grandense. Reprodução- Satutino Muito antes de se tornar um dos maiores nomes do futebol mundial, Neymar Jr. dava os primeiros chutes na bola em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Aos 5 anos, o garoto acompanhava os treinos do pai, Neymar da Silva Santos, no Operário Várzea-Grandense e aproveitava o tempo à beira do campo para "treinar" enquanto observava os jogadores. A história é lembrada por Maninho de Barros, ex-presidente do clube, responsável por contratar Neymar Pai em 1997. Segundo ele, o jogador chegou a Mato Grosso após uma viagem ao Paraná em busca de reforços para a equipe. "Neymar Jr. estava sempre com uma bola nos pés. Enquanto o pai treinava, ele ficava nos campos do centro de treinamento jogando e acompanhando tudo de perto", recordou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Neymar Pai durante partida pelo Operário Várzea-Grandense em 1997 (primeiro jogador da direita para a esquerda). À direita, lista oficial do elenco da equipe, que inclui o nome do ex-jogador. Reprodução- Satutino De acordo com Maninho, Neymar Pai teve papel importante na conquista do título estadual pelo Operário naquele ano e era conhecido pela disciplina e pelo perfil reservado. Para o ex-dirigente, o exemplo dado pelo pai ajudou a moldar a trajetória do futuro craque. Em meio a esse cenário, o pequeno Neymar acompanhava de perto a rotina do pai. Jonas Cezar, ex- jogador do time, recorda que o garoto passava horas à beira do campo e demonstrava desde cedo a paixão pelo futebol. "O Neymar Júnior não desgrudava do pai. Ficava na beira do campo o tempo todo, brincando com a bola. A gente passava por muitas dificuldades naquela época, mas ele estava sempre ali, acompanhando tudo", relembra. Márcio Alexandre, que também conviveu com o menino durante a passagem pelo Operário, recorda a alegria e a simplicidade de Neymar. "Às vezes ele ia ao campo com o pai, brincava com a gente e até pegamos ele no colo. Era um menino alegre, e a gente nem imaginava que estava convivendo com alguém que se tornaria um fenômeno do futebol brasileiro e mundial", afirma. Segundo Jonas, o menino passava boa parte do tempo à beira do campo, sempre com uma bola nos pés. "O Neymar Júnior não desgrudava do pai. Ficava na beira do campo o tempo todo, jogando bola e brincando. Era um garoto muito pequeno, mas já demonstrava uma paixão enorme pelo futebol", conta. De Várzea Grande para o futebol mundial Quem ajuda a preservar essa história é o historiador Saturnino, responsável por um acervo dedicado à memória do Operário. Apaixonado pelo clube, ele começou a reunir documentos, fotografias e objetos históricos após encontrar imagens antigas da equipe descartadas no lixo durante a desativação de um órgão público. Foi durante esse trabalho de pesquisa que Saturnino reuniu registros da passagem de Neymar Pai por Várzea Grande e da convivência do pequeno Neymar com o ambiente do futebol. "Aqui foi onde ele começou a ter contato mais próximo com o futebol. Ele acompanhou o pai ser campeão, algo que certamente serviu de inspiração para seguir a carreira", afirmou. Para o historiador, a ligação entre Neymar e o clube faz parte da memória esportiva da cidade. Segundo ele, os primeiros contatos do jogador com a rotina de um time profissional aconteceram em Várzea Grande. "Os primeiros toques na bola foram aqui. O Neymar tem uma história com o Operário e com Várzea Grande", disse. Para o ex-companheiro de time, Jonas, acompanhar a trajetória da família Neymar é motivo de orgulho. O ex-jogador afirma que, naquela época, ninguém imaginava que o menino que passava os dias à beira dos gramados do Operário se tornaria um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro. "Hoje a gente vê onde ele chegou e tudo o que conquistou. Naquele tempo, jamais imaginávamos que aquele menino que corria pelos campos do Operário se tornaria um dos maiores nomes do futebol mundial. É uma alegria saber que tivemos a oportunidade de conviver com essa história de perto", afirma. Saturnino afirma que a descoberta da passagem da família pelo clube também ajudou a despertar o interesse de torcedores e pesquisadores pela trajetória do Operário, fundado em 1949. "Quando as pessoas conhecem a história do Neymar aqui, acabam conhecendo também a história do clube. Isso ajuda a manter viva a memória do futebol de Várzea Grande", concluiu. À esquerda, o historiador Saturnino, que preserva documentos e registros da passagem da família Neymar por Várzea Grande. À direita, o ex-presidente do Operário Várzea-Grandense, Maninho de Barros, responsável por contratar Neymar Pai em 1997. Reprodução- Satutino
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