A 100 dias do 1° turno, SP terá número reduzido de candidatos ao governo e também ao Senado; veja quem são os concorrentes
O cenário eleitoral a 100 dias do 1º turno Faltando cem dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, o cenário que se desenha no estado de São Paulo para o pleito local é de um número reduzido de candidatos tanto ao governo paulista quanto para as duas vagas ao Senado que estarão em disputa. Com Fernando Haddad (PT) convidando Márcio França (PSB) para sua vice, a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes vai se dar apenas entre o petista e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerando-se os grandes partidos do estado. Haddad e Tarcísio devem reviver, ainda no primeiro turno, o duelo que fizeram em 2022 na disputa pelo cargo, quando o atual governador venceu o petista com 55,27% dos votos válidos, contra 44,73%. Naquele ano, a vice de Haddad era a professora Lúcia França (PSB), esposa de Márcio França. Enquanto Tarcísio tinha Felício Ramuth (MDB) na chapa, dobradinha que deve se repetir neste ano, na tentativa de reeleição. Na disputa pelas duas cadeiras do estado no Senado, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) estarão na chapa da esquerda lulista, enquanto os deputados Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), serão representantes da direita bolsonarista. Um quinto pré-candidato é o deputado federal Ricardo Salles (Novo). Também representante da direita bolsonarista, Salles deixou claro publicamente que não vai abrir mão da candidatura no estado em favor do presidente da Alesp, André do Prado, mesmo contrariando ex-aliados como Eduardo Bolsonaro, com quem entrou em rota de colisão em relação às candidaturas de 2026. Os candidatos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no estado de São Paulo na eleição de 2026. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Veja quem são os candidatos em São Paulo, em ordem alfabética: Governo de SP Fernando Haddad (PT) - vice Márcio França (PSB) Tarcísio de Freitas (Republicanos) - vice Felício Ramuth (MDB) Senado Federal (duas cadeiras) André do Prado (PL) Guilherme Derrite (PP) Marina Silva (Rede) Ricardo Salles (Novo) Simone Tebet (MDB) Conheça as chapas: Fernando Haddad (PT) - vice Márcio França (PSB) Os pré-candidatos ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Márcio França. Diogo Zacarias/Divulgação/PSB Fernando Haddad é economista, professor universitário e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Nascido em 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, ele tem 63 anos e ganhou projeção nacional principalmente por ser ministro da Educação entre 2005 e 2012, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, período em que foram criados ou ampliados programas como o Prouni e o Sisu. Foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, candidato à Presidência da República em 2018 pelo PT e ministro da Fazenda de 2023 até março de 2026, quando deixou o cargo para disputar as eleições de 2026. Márcio França é advogado e filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Também nasceu em 1963, no estado de São Paulo, e sua trajetória política começou como vereador e prefeito de São Vicente, no litoral, por dois mandatos. Também foi deputado federal e vice-governador de São Paulo entre 2015 e 2018. Assumiu o governo paulista em 2018, após a renúncia de Geraldo Alckmin para disputar a Presidência. No governo Lula, foi ministro de Portos e Aeroportos em 2023 e, depois, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte até abril de 2026. Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Felício Ramuth (MDB) Os pré-candidatos ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Felício Ramuth (MDB). Acervo pessoal Tarcísio de Freitas é engenheiro, ex-militar e filiado ao Republicanos. Nascido no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1975, tem 51 anos e é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Foi capitão do Exército Brasileiro, ministro da Infraestrutura entre 2019 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL) e é o atual governador do estado de São Paulo desde janeiro de 2023. Em 2026, disputa a reeleição. Felício Ramuth é administrador e nascido em 11 de novembro de 1968, com 57 anos. Foi prefeito de São José dos Campos por dois mandatos (2017–2022) e é o atual vice-governador de São Paulo desde janeiro de 2023. Em 2026, filiou-se ao MDB após deixar o PSD e permaneceu como candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio para a reeleição. Pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL) Rodrigo Romeo/ Alesp André do Prado é analista de sistemas e filiado ao Partido Liberal (PL). Nascido em 7 de junho de 1969, em Guararema (SP), tem 57 anos. Sua trajetória política foi construída principalmente no estado de São Paulo, onde foi vereador na cidade de Guararema por dois mandatos, vice-prefeito e prefeito do município entre 2005 e 2008. Foi eleito deputado estadual por São Paulo pela primeira vez em 2010 e reeleito em 2014, 2018 e 2022. Desde março de 2023, André do Prado é o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Guilherme Derrite (PP) Foto de arquivo: o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite, concede coletiva. Marcelo Estevão/TheNewsS2/Estadão Conteúdo Guilherme Derrite é policial militar da reserva e filiado ao Progressistas (PP). Nascido em 10 de outubro de 1984, em Sorocaba (SP), tem 41 anos. Ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo em 2003. Atuou como oficial da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e foi capitão da PM antes de entrar para a política. Foi eleito deputado federal por São Paulo em 2018 e reeleito em 2022. Entre 2023 e 2025, Derrite foi secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo no governo de Tarcísio de Freitas. Marina Silva (Rede) A ex-ministra Marina Silva durante a plenária de encerramento da COP. Fernando Donasci/MMA Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, a Marina Silva, é ambientalista, historiadora e considerada uma das principais lideranças ambientais do Brasil, com reconhecimento internacional na área. Nascida em 8 de fevereiro de 1958, em Rio Branco (Acre), atualmente tem 68 anos. Cresceu em uma família de seringueiros na Amazônia, trabalhou na extração de borracha quando criança e aprendeu a ler apenas na adolescência. Formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Tornou-se parceira de Chico Mendes na defesa da floresta amazônica e dos direitos dos seringueiros. Ao longo da carreira política, ocupou diversos cargos, como vereadora de Rio Branco, deputada estadual pelo Acre, senadora pelo Acre entre 1995 e 2011. Foi ministra do Meio Ambiente nos governos Lula (2003–2008 e 2023–2026). Logo depois, mudou-se oficialmente para São Paulo, onde foi eleita deputada federal em 2022. Marina também foi candidata à Presidência em 2010, 2014 e 2018, chegando ao terceiro lugar em todas essas disputas. Ricardo Salles (Novo) O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) Câmara dos Deputados Ricardo de Aquino Salles é advogado, administrador e atualmente filiado ao Partido Novo. Nasceu em 8 de junho de 1975, em São Paulo, e tem 51 anos. Sua trajetória política inclui o cargo de secretário particular do então governador Geraldo Alckmin, além de secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo entre 2016 e 2017. Foi ministro do Meio Ambiente entre 2019 e 2021, no governo Jair Bolsonaro. E, atualmente, é deputado federal por São Paulo desde 2023. Simone Tebet (PSB) A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB). Diogo Zacarias/MF Simone Tebet é advogada e professora universitária, nascida em 22 de fevereiro de 1970, em Três Lagoas - Mato Grosso do Sul. Atualmente tem 56 anos e ganhou projeção nacional por representar uma posição de centro na política brasileira e por sua atuação no Senado e no governo federal. Sua trajetória política inclui os cargos de deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos , vice-governadora de Mato Grosso do Sul e senadora pelo estado entre 2015 e 2023. Em 2022, Simone Tebet foi candidata à Presidência da República pelo MDB, ficando em terceiro lugar. Depois, foi ministra do Planejamento e Orçamento entre 2023 e março de 2026, no governo Lula.
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